CÂNCER DE COLO UTERINO

    A incidência de câncer do colo de útero vem diminuindo sistematicamente em muitos países nos últimos 20 anos. É o primeiro ou segundo câncer mais comum nas mulheres.
   
O método de Papanicolaou até o presente tem se mostrado o meio mais efetivo de detecção de lesões precursoras de carcinoma do colo uterino em estádios iniciais. Efetuando-se rastreamento de mulheres de risco em intervalos apropriados, pode-se observar uma redução de 40 a 70% na incidência e na mortalidade por este câncer.
   
Inversamente ao câncer de mama, a mortalidade por câncer do colo do útero mostrou, para o Estado de São Paulo, uma tendência de queda entre os biênios estudados, passando de 4,5 para 3,8 por 100.000 mulheres (gráfico 10). Deve-se observar que a mortalidade por câncer de colo de útero pode estar subestimada em São Paulo. De fato, uma vez que muitas pacientes que apresentam esta forma de câncer chegam ao médico em estádios avançados da doença, nos quais é impossível detectar com precisão a origem do tumor, muitos dos diagnósticos de "câncer do útero de localização não especificada" podem ser, de fato, cânceres primários de colo de útero.

Gráfico 10 - Taxas* de mortalidade por câncer do colo do útero.
Estado de São Paulo, 1987-1998.

Distribuição das taxas* de mortalidade por câncer de colo do útero segundo
Direções Regionais de Saúde - DIR no Estado de São Paulo

Sexo feminino, 1987/1988
Sexo feminino, 1997/1998
distribuição das taxas de mortalidade por câncer de colo do útero- sexo feminino - 1987/1988
distribuição das taxas de mortalidade por câncer de colo do útero - sexo feminino - 1997/1998
Fonte: FOSP/SEADE
* taxas padronizadas por idade ajustadas pela população do Estado de São Paulo em 1991.

    O câncer de colo do útero na população feminina apresentou queda nas taxas de mortalidade em 79% das DIR. A DIR com maior queda foi a de São José dos Campos onde as taxas passaram de 7,7 para 3,0 por 100.000 mulheres. Na DIR de Santo André observou-se a maior elevação nas taxas. As DIRs de São Paulo (Capital) e Ribeirão Preto mantiveram as mesmas taxas entre o 1º e 3º biênios, 4,4 e 4,9 por 100.000 mulheres respectivamente.

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